Saudades...



Como seria decifrar uma saudade tão presente?
Saudade que vem para tentar abafar uma falta, saudade que surge para se lembrar do bom, saudade para lhe ofertar e tentar enganar toda essa tensão por querer ver logo, saudade para fortalecer uma união, saudade que abala o coração partindo assim para uma saudade ainda maior ou meio dolorosa.
Qual é a da saudade?
As horas passam, uma contagem regressiva atormenta para chegar logo à hora.
Momentos de ternuras são jogados na cama e o ar que se respira tem cheiro de alecrim.
A água doce adoça o rio que se passa unindo esses dois corpos, seguindo o caminho da paixão.
Sentir todo esse mistério atenta, agrada ainda mais e aquece esse sentimento leve e crível.
Paixão que estando "frente a frente" faz o diferencial de uma dança caliente.
Nesse instante, cadê a saudade?
Olhar fundo e profundo esses olhos despertam palavras e mais palavras sem precisar de fato falar alguma coisa.
Bons pensamentos tomam conta do espaço e deixa essa saudade para depois.
Basta olhar mesmo para perceber tudo o que está acontecendo nesse inverno.
Depois vem mais uma vez essa tal de saudade fazer moradia e parte para a contagem mais uma vez só para ter perto essa estrela.
É um querer tão grande que às vezes assusta e aguça a curiosidade por algumas respostas de perguntas secretas.
Ai, que encanto!
Entender às vezes nem é necessário, basta se entregar de corpo e alma.
Sonhar com o café na cama, com a casinha de sapé e um lindo ninho de amor é algo que faz companhia dos pensamentos diários.
Corações aquecidos despertam batidas que só os dois soletram, “entende”?
O jeito é tentar distrair a saudade com uma xícara de café e esperar por esse abraço que aquece mais que um moletom em pleno frio.


(Sabrina Receputi)

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