TEMPO
“Medida de duração dos seres sujeitos à mudança da sua substância ou a mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza. Uma época, um lapso de tempo futuro ou passado. Ocasião própria para um determinado ato; ensejo, conjuntura, oportunidade.” Mas o tempo, não segue seu próprio tempo. E o tempo passa a ser algo de que não se tem tempo a perder. E o tempo de amar, é o tempo de deixar... Tempo de se perder, sem saber se vai se achar... E ainda assim deixar livre o coração, os pensamentos, no tempo, no espaço num canto de armário...cartas, retratos, pedaços seus, só seus. E a palavra tempo torna-se a fuga para aqueles que se perderam no seu próprio tempo, no tempo de acordar, se olhar, se encontrar, sem que o “outro” seja a bússola, seja a fonte segura, seja tortura, seja mentira, seja o tempo da hipocrisia... Tempo? Dias? Nada disso importa se a travessia é torta... Acertamo-nos os passos, a direção, e veremos que o nosso tempo é precioso demais para desperdiçá-los com o can...