Coragem!
Sem respirar o ar que tanto transborda, sufoca um peito sombrio e uma lágrima faz um barulho estrondoso ao se derramar em um pequeno rio que desce a correnteza à procura de um ombro amigo. Sem chão pra pisar, os pés flutuam e não sentem a firmeza de seguir. Sem um sorriso satisfatório, as palavras são soltas ao vento e acertam um ser que por hora, se sente agoniado. O ar não deixa a respiração fluir. O que está acontecendo? Chateado, um menino caminha em uma praia à procura de um abraço das eternas ondas que aparecem em meio à multidão e, lavam a sua alma. Sozinho no meio de tantos, ele segue e vai deixando os seus olhos rasos d’água de tanta água salgada. Dói! Mas... De tão sozinho, ele estaria mesmo tão só? Nota-se que não! Basta abrir os olhos de verdade, enxugar esses olhos que embaçam a sua realidade. Esse atalho está transformando a paisagem em pesadelo. Há possibilidade de inventar novamente esse menino? Não, não há! O problema se resume em... Coragem!